Minha amiga, você me pede o endereço do meu blog? Que esdrúxulo. Este meu P.S. é a mais pura banalidade...
Já tive um blog cabeça, cabecíssima (o finado Revista Virtuosa, tente o link ao lado e não vai conseguir), mas cansei. Cansei, cansei, porque estou cada vez com mais preguiça de tudo.
Uma outra amiga me disse, depois de terminar a tese dela, que tava cansada de ter que colocar uma nota de rodapé depois de cada frase, que parecia que ela tinha chumbo nos pés; pra dar cada passo tinha que se justificar.... acho que é isso. Outro dia de fato sonhei que falava uma coisa pra uma pessoa, e abria uma nota de rodapé - fisicamente, aparecia um espaço embaixo de mim para esclarecer o conceito e dar as fontes. Foi horrível, acordei suando.
Então, talvez por isso, abandonei o blog cabeça.
Antes dele tinha um blog feminista, o também finado LugarDeMulher. Nele eu ficava comentando da vida, dos filhos e do marido, essas coisas, junto com outras Mulheres Perplexas. Aí também parei, não porque não tenha mais nada o que reclamar, mas porque vi que não adianta.
E mais antes ainda, eu tinha o blog Papinhos, onde eu postava as gracinhas que os meus filhos falavam, e parei, porque não dava mais conta de registrar (eu registrava com árvore, acredite).
Mais tarde também fiz o blog Tou Parando de Fumar, e esse acabou como você pode imaginar, não porque parei de fumar, mas porque parei de parar.
Então aqui só tem mesmo é cotidiano, aquela coisa Náusea, aquela coisa mesmo. Passa o tempo e eu vou ficando o mais preguiça possível, já falei num post anterior, tantas vezes reles.
Claro que, enfim, porque alguém ia ler a banalidade dos outros???
Não sei, mas eu adoro ler os cotidianos; por exemplo adorei sua vida de índio.
Porque tou te contando tudo isso, nem sei - ah, porque você pediu pra ler o meu blog e comentar, e aí eu pensei mas quê, não tem nada de interessante. Mas também, não é justo eu ver a sua Vida de Índio e você não ver os meus P.S.
Bom... agora você já está avisada, que eu posso fazer. Então pelo menos vou te dedicar esse poema da Adélia Prado:
"Inauguro linhagens, fundo reinos -
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já minha vontade de alegria ,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição para homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou".
E não me peça a referência pelo amor de deus.
(Bom, uma coisa temos em comum: escolhemos o mesmo Template...)
Um beijo...
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