terça-feira, outubro 18, 2005
AmaBebeCala
Andei muito por aí neste mês maluco de outubro. Duas viagens importantes e opostas em termos de repercussão no meu trabalho e na minha alma, sendo que ainda não terminei a digestão completa...
Agora tenho planos difusos de um descanso, ainda que breve. Não do trabalho, propriamente, mas dos ambientes, das falas, das lonjuras.
Voltam à minha pauta de prioridades o mato no meu jardim (minha roseirinha quase sufocada), as conversas com os meus meninos, retomar a minha yoga, respirar, pensar e escrever.
Jejum de agito.
domingo, outubro 02, 2005
São coisas assim que me consolam
na Folha de quinta-feira 29.09:
(Atenção para a parte da lâmpada, otimistas incuráveis)
"É possível estar mal e pensar direito?"
"Uma das questões mais interessantes da psicologia das últimas décadas é a seguinte: em que medida o sofrimento psíquico de um sujeito deve ser relacionado com um defeito de sua percepção e de seu entendimento do mundo? Obviamente, a pergunta é relevante só quando o sofrimento é uma condição severa e duradoura.
Tomemos, por exemplo, a depressão, um estado patológico que, em princípio, não nos torna delirantes nem alucinados. "Ser" depressivo (diferentemente de "estar" deprimido) significa passar, ao longo da vida, por vários episódios de depressão profunda e sofrer de uma constante dificuldade em encontrar a vontade de viver.
Pois bem, será que ser depressivo implica (como causa ou como efeito) um erro de percepção e de pensamento? Qualquer terapeuta gostaria que fosse assim: bastaria corrigir o erro e, com isso, quem sabe a depressão fosse "curada". Se você é depressivo e enxerga o mundo como a brincadeira sádica de um deus maléfico, talvez você seja vítima dessa visão "errada". Ao corrigi-la com as palavras certas, a gente transformaria seu humor de vez, faria de você outra pessoa. Mas sobra a pergunta: será mesmo que, por você ser depressivo, sua percepção do mundo está errada?
Em 1979, foi publicada uma experiência (Abramson e Alloy, "Journal of Experimental Psychology", vol. 108, nº 4), na qual dois grupos de sujeitos (os deprimidos e os "saudáveis") deviam descobrir se suas ações tinham ou não alguma influência sobre uma lâmpada que, de fato, se acendia e se apagava ao acaso. Os não-deprimidos, apesar dos desacertos, concluíram que suas ações eram eficazes. Os deprimidos concluíram (corretamente) que suas ações não tinham eficácia nenhuma e que não havia como fazer a cabeça da maldita lâmpada.
Para alguns críticos, a experiência demonstrava apenas o pessimismo dos deprimidos. Mas resta que, no caso, a conclusão dos deprimidos foi certeira; portanto caberia salientar o extravagante otimismo que extraviou os não-deprimidos e constatar o realismo dos deprimidos. Aliás, a questão levantada pela experiência de 79 entrou para a história da psicologia como problema do "realismo depressivo" (há novas experiências publicadas no recente vol. 134 do "Journal of Experimental Psychology").
O interesse desse debate não é só clínico. Acaba de sair um livro imperdível, "Lincoln's Melancholy: How Depression Challenged a President and Fueled His Greatness" (a melancolia de Lincoln: como a depressão desafiou um presidente e alimentou sua grandeza), de Joshua Wolf Shenk.
Shenk se baseia nos relatos dos que foram próximos de Abraham Lincoln para confirmar que ele foi clinicamente deprimido durante a vida toda. Logo, o autor se pergunta se essa depressão grave e crônica constituiu um impedimento ou se, ao contrário, foi uma vantagem na conduta do presidente americano durante a Guerra de Secessão.
Ora, Shenk argumenta de maneira convincente que a depressão de Lincoln foi responsável por suas qualidades de estadista. A seguir, alguns exemplos:
1) A depressão clínica é sempre acompanhada por um intenso processo de pensamento: reavaliação contínua da realidade, dúvidas sobre a ação certa, exame constante de consciência e por aí vai. Esse processo leva o sujeito a um conhecimento especial das contradições de sua própria alma e da dos outros. Na vida pública, isso permite negociar sem desprezo pela parte adversa.
2) O deprimido que ultrapassa suas crises sem sucumbir tem, em regra, a coragem e a capacidade de encontrar motivações sem recorrer a grandes princípios (o que pediria um entusiasmo que é impossível na depressão). Lincoln, embora convencido de que a abolição da escravatura fosse moralmente correta, nunca invocou a certeza de que Deus estaria do seu lado, mas alegava (inclusive por escrito) que, quanto a Deus, cada lado podia considerá-lo seu aliado. É uma outra qualidade crucial para a vida pública, a não ser que a gente prefira entregar as rédeas do governo a iluminados e fundamentalistas.
3) A adversidade, para o deprimido, é, por assim dizer, natural (nada existe sem antagonismo). Deparar-se com oposição e derrota é, para ele, uma travessia normal. O resultado é a perse- verança.
Recentemente, uma psiquiatra (Kay Redfield Jamison, "Touched with Fire: Manic Depressive Illness and the Artistic Temperament", tocados pelo fogo: a doença maníaco-depressiva e o temperamento artístico) mostrou que uma cura apressada da depressão nos privaria de inúmeros talentos artísticos e literários. Shenk estende o mesmo princípio a uma figura política; ele mostra que, no caso de Lincoln, a depressão não foi "uma falha de caráter que desqualificaria a liderança de um sujeito". Longe de comprometer o pensamento e as decisões do presidente, ela foi o traço de caráter que fez dele o estadista lúcido e necessário num momento sombrio da história de seu país.
Em suma, muitas aventuras dolorosas da mente são partes da subjetividade de quem sofre e, às vezes, partes irrenunciáveis, cuja "cura" deixaria o mundo mais pobre e mais estúpido".
sexta-feira, agosto 12, 2005
Só faltou a interpolação
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e
declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram
que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
quarta-feira, agosto 10, 2005
Valha-me Saturno
Para mim estava sendo um período especialmente disperso, inconclusivo, irresoluto, inquieto, ineficiente, in-tudo.
Agora parece que ele começa a voltar com todos os seus anéis...
Eita Chronos véio de guerra!!!
quarta-feira, junho 29, 2005
só pra linguistas
"Eu sou um carro, e preciso consertar"
Amei.
(parêntesis - nem só pra lingusitas - quem consegue trocar o óleo do motor nessas condições ???!!!)
sexta-feira, junho 24, 2005
24 horas da cabra louca
... fiz hoje um tanto de coisas, todas desconexas, nenhuma até o final:
1. Acordo, levo as criança na escola (mochila? lancheira? dente? cabelo? gorro? olha o dedo na porta!). No rádio: o coro do Nabuco de Verdi, na ida; Stones no voume 29 na volta.
2. Paro no mercadinho e compro duas bandejas de filé de alcatra pro almoço.
3. Chego em casa, tomo banho; tomo café com o Marcelo; ele sai; eu falo sobre o almoço com a empregada; eu subo e começo a pensar em trabalhar.
4. Preciso terminar o artigo pro JPL. Preciso. Olho pra o que já está feito, parece bom, parece mau. Mudo coisinhas aqui e ali. De repente me pareceu horrível... é pra dia 30...
5. Mas aí dão 10 horas, e me liga a amiga do Marcelo que precisava de ajuda com o texto em inglês, eu tinha prometido, lá vou.
6. No caminho penso no artigo e me vem a solução. Pronta, olhando ali pra mim. E eu dirigindo! E eu no tapetão! Preciso lembrar depois, me concentro pra não esquecer depois.
7. Chego na casa da moça, descabelada, desesperada, precisa apresentar a coisa em inglês e não sai. Duas horas de terapia, ou melhor, tradução, e a coisa começa a sair.
8. Dá 1h da tarde e me ligam os meninos no celular. Como que eles chegaram em casa e eu não estou? Digo que já tou indo, demoro mais um tanto.
9. Fico feliz que pelo menos agora não sou mais uma louca de carro enlameado, fui esperta, aproveitei nesse intervalo e deixei o carro lavando na frente da casa dela, com cera e tudo, 20 contos, estava um horror. Agora sou uma louca de carro brilhando.
10. Chego em casa, já almoçaram com a empregada. Mais ou menos, um comeu só arroz, o outro só bife. Como eu o meu bife frio com cebola. Nunca faço isso, talvez umas três vezes por ano deixo eles almoçando sozinhos, depois me dá uma culpa horrível.
11. Quando acabei de tomar café e fumar já estava na hora de levar os dois pra uma festinha. Escovar dente! Se trocar! A camisa furada não!
12.Todos prontos, saindo, chega a vizinha e me pergunta se eu esqueci do aniversário dos filhos dela... claro que esqueci... quer dizer, claro que não.. já voltamos...
13. Saio disparada, compro o presente do aniversariante número 1, deixo os meninos na festa número 1, volto correndo.
14. Subo e começo a escrever, porque não podia esquecer, não podia esquecer a solução pro artigo! Escrevo dez linhas. Leio e parecem tão ridículas, as mesmas palavras que de manhã pareciam geniais na minha cabeça. Tento reformar minha idéia brilhante, ortopedia do texto, tiro aqui e mudo prali.
15. Nesse ínterim me jura a vizinha que entrou na minha casa, estourou pipoca no meu microondas, e eu nem percebi, em transe com a adjunção das topicalizações contrastivas.
16. Logo está na hora de sair e comprar o presente pros aniversariantes número 2 e 3. Saio e vou sozinha, aproveito e compro pra mim um brinco de preço absurdo.
17. Pego os dois na festinha número 1, emburrados, ia já começar a caça ao tesouro!!! Com o tio Sprite!!! Peço mil desculpas pra mãe do menino por tirar o quórum da festa ainda no meio.
18. Chego na vizinha e já iam começar a cantar os parabéns, me olham como a louca que esqueceu de trazer os filhos.
19. É pique, é pique. Brigadeiros, etc. Tomás se engalfinha com o aniversariante, em litígio sobre uma bexiga vermelha. A coisa vai num piorando, tento levar os dois pra casa.
20.Agora minha sobrinha quer vir dormir na nossa casa. Alegria, todos felizes com o plano.
21. Chego em casa com três crianças, encho a banheira. Lava orelha; passa escova na unha. Enxuga bem o cabelo; olha a meia; escova dente.
22. Todos pro quarto, tão com fome. Faço um leite com chocolate reforçado com aveia, como podem estar com fome depois de dois aniversários?
23. Tomam o leite, e começa uma disputa por travesseiros, por livros, por abajures, por bichinhos de pelúcia, por tudo. Minha sobrinha começa a chorar e quer a mãe desesperadamente.
24. Vem minha cunhada, pra pegar a menina. Tentamos ainda bater um papinho na mesa da cozinha, mas o clima beligerante dos pequenos avoluma. Tentativas do Pedro de ler uma história para os menores com uma lanterna debaixo das cobertas acabam em lanternadas na cabeça.
25. Já não quero mais saber na cabeça de quem. Minha cunhada leva a menina arrastada, eu mando os dois pra cama já.
Agora um relativo silêncio, mas sinto os dois tristes lá deitados.
26. Subo pra trabalhar, preciso, preciso resolver a coisa das topicalizações. Mas minha cabeça flutua com mil coisas...
27. Começo a escrever isso daqui.
28. Daqui a pouco chega o Pedro por trás de mim, não percebi, igual quando a vizinha estourou a pipoca...
29. E me dá um abraço e um beijinho e diz boa noite, mamãe, agora boa noite de verdade.
30. Quem sabe agora consigo parar a cabeça? Quem sabe agora pego uma bola e seguro?
31. Antes de tudo vou descer e dar boa noite de verdade pros dois.
32. Eu sei que o dia não tem 32 horas, mas precisava.
quarta-feira, junho 22, 2005
Resposta à malabarista: bebe literatura, cabra-toura
Clarice Lispector
Adorei demais, Fil...
domingo, junho 19, 2005
nada como uma amiga original
sexta-feira, junho 17, 2005
os malabarismos da cabra
São tantas dimensões de coisas que você tem que resolver ao longo dos dias: coisas de trabalho, coisas de casa, coisas de filhos, coisas de marido... tarefas nossas, tarefas deles, emoções deles, emoções nossas, urgências de todos...
Que parecem bolinhas que a gente fica equilibrando no ar; impossível estar com todas na mão ao mesmo tempo, então a gente joga uma pra cima enquanto segura a outra, e fica torcendo pra nenhuma cair.
E aí tem dias, semanas, épocas, em que parece que todas vão cair, que você não vai conseguir, porque aumenta inexplicavelmente o número de bolinhas. Fica impossível manter o equilíbrio, porque o tempo que você tem pra segurar cada uma é curto demais, lá vem a outra, vai cair.
Tou nesses dias. Tem tanta bolinha, eu não consigo nem mais ver quantas, perdi a perspectiva, não sei mais controlar o tempo de segurar cada uma.
Isso eu já vivi muitas vezes, mas agora o problema é que não só eu fico com medo da próxima bolinha cair no chão (ou seja, de eu não dar conta da próxima tarefa, do próximo pedido, da próxima urgência), como também eu fico com uma RAIVA da bolinha que eu tô segurando. Dá vontade de tacar no chão com toda força.
Então, eu desde ontem taquei várias bolinhas no chão, em reação boba e nervosa e descontrolada. Aí já sabe, seguindo a analogia, se derrubar uma bolinha o equilibrista perde o rebolado, e todas as seguintes vão cair também... lá vem elas... agora é catar do chão e tentar pegar o ritmo de novo...
Tô cansada, cansada do malabarismo. E me sentindo incapaz, ruim de bola pra burro.
Vejo e observo que muita gente dá conta e vive assim anos, décadas, só ali equilibrando, só na função.
Mas o meu ritmo interno é outro, saturnino, caprino, amigo das pausas e das caminhadas longas. Queria poder segurar cada bolinha com calma, sem raiva dela, dar carinho nela, pensar bem nela, antes de jogar pra cima e passar pra próxima... Nunca dá.
Acho que estou astrologicamente incapacitada pra essa vida de hoje... O sol em Capricórnio, me faz querer sempre mais, sempre tudo, mas devagar. A ascendência de Touro me faz precisar de lar, de amor, de calma. A lua em Virgem, tudo tem que ser perfeito. Tudo Terra, tudo lento, tudo preciso - precisão nos dois sentidos.
Mas as coisas não deixam ser assim não, tem que ser rapidinho, tem que ser tudo ao mesmo tempo, tem que ser mais ou menos e pra ontem.
Aí eu às vezes fico assim, cabra babando, olhando as bolinhas caindo no chão; ou touro espumando, atirando as bolinhas na parede.
segunda-feira, junho 13, 2005
os dias da besta
"Os recentes boatos sobre a minha morte são um tanto exagerados"
Estou aqui!!! Mas é que estive vivendo os Dias da Besta, a Besta sendo uma conhecida agência financiadora de pesquisas a quem eu devia um relatório.
Sim, incrivelmente, passaram-se já nove meses do início do meu pós-doc, e eu devia relatório... e eu quando fico nesse estado, não como nem durmo, quanto mais consigo escrever no blog... como disse a FIL, sumi mesmo, do mundo virtual e do físico.
Mas agora tudo volta aos eixos.
Tou com saudade do MUNDO!!!!! Aqui vou eu.
PS caso se interessem... (tem louco pra tudo) cf. meu relatório na "minha home séria":
projeto memórias do texto
quinta-feira, maio 19, 2005
Meu Lutador
Nunca vi um moleque mais feliz na vida. E eu ali vendo ele cheio de luvas e capacetes e sei lá mais o que, em luta ferrenha. Não é fácil pra uma mãe... Mas ele ficou muito feliz mesmo! E mereceu, depois de tanto empenho.
Aqui vão umas fotinhos de lembrança... Dá-lhe Pedroca.
quinta-feira, maio 12, 2005
O Mistério da Vida, tal como revelado por Tomás
Tomás
[hoje no almoço, do nada, e contemplando o nada]:
A vida da gente, mãe, é um sonho do Deus.
...
domingo, maio 08, 2005
...e feliz dia das mães
Eu:
Sabia que você é o menininho mais lindo do mundo?
[ele tava com um pijaminha de bolinha todo limpinho depois do banho]
Tomás:
Você que é a menininha mais linda do mundo.
Eu:
Mas eu não sou uma menininha...
Tomás:
É sim. Sabia? Tem uma menininha dentro do seu corpo.
Tem uma menininha de um ano dentro do seu corpo.
Tem uma menininha de cinco anos dentro do seu corpo.
Tem uma menininha de oito anos dentro do seu corpo.
Tem uma menininha adolescente dentro do seu corpo.
E agora tem uma menininha adulta dentro do seu corpo.
E depois vai ter uma menininha bem velhinha dentro do seu corpo.

...
segunda-feira, maio 02, 2005
Bach e a Fuga do universo

Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget...

Acha que eu pirei?
Escute Bach, Cantata No. 28 (1723).
Leia sobre a Fuga do Universo (Michio Kaku na Folha de ontem)
Depois... você também vai ver que não dá pra dormir... vai ficar procurando o horizonte de eventos do buraco negro mais próximo, e se chegar na borda,
é o Point of No Return...
terça-feira, abril 12, 2005
Vida de Gata
Eu tou é com uma inveja enorme da minha Gata gata, bicho felino e manhoso, minha querida Melzinha e seu filho Tigrão.
Ali está ela, dormindo dentro da minha gaveta de papéis do escritório, como faz todas as manhãs. Porque à tarde, ela prefere a poltrona. É isso que ela faz, dorme, se espreguiça, come, dorme mais um pouco...


O calor absurdo dessas campinas não a atinge, impávida, em sua pilha de Chamex 75g. Fazer supermercado, planejar o almoço, pegar menino na escola, isso tudo ela passa longe. Escrever e reescrever papers, planejar digitações em massa de textos seiscentistas, correr pra biblioteca pegar livros, isso então, ela despreza solenemente. O toque do telefone não a abala em nada, não corre pra atender; não se abala, não se altera, nem blog ela escreve.
Daí minha admiração, minha vontade de ter um pouco uma Vida de Gata.
E o mais lindo é que quando cai a noite, ela se levanta, se estica, se lambe, se embeleza, e sai... Sai sorrateira na noite fresca buscando as delícias do escuro felino. Volta de madrugada, feliz (acho que sorrindo), satisfeita, e toma seu posto noturno no sofá da sala, agora uma sala silenciosa e livre de moleques pulantes e gritantes. Só o barulhinho dos grilos da noite, que ela de vez em quando estica a pata pra papar um.
Por isso, leitora fiel, pela minha inveja da Vida de Gata, é que estive sem escrever, porque ultimamente tou com vontade é de nada, é de ficar na caminha de noite, é de me mexer o mínimo possível, poupar energia (poupar pra nada, bem entendido).
Mas lentamente saio do espírito Gatal e me torno por necessidade novamente humana, e agora tenho que parar de divagar, o que vai ter de almoço? E as crianças? Os emails? O paper? .... lá vou ... miau...
quarta-feira, março 23, 2005
encontro todo dia
P.: Nossa, mãe, que jeito. Até parece que você tem um encontro.
MC.: [...] sei lá, de certo modo tenho, um encontro com o seu pai.
P.: Ai, vai, mas ele você encontra todo dia.
MC.: [!!!]
P.: É ué, ele mora nessa casa, é o seu marido pô, não é encontro, encontro.
Céus !!!
terça-feira, março 15, 2005
Genelas Foradoras
"My life as a witch - 21st century upload"
Então eu fico aqui falando das genelas foradoras, com cabellos deitados pellas costas abacho e outras bruxarias sexys...
... mas ultimamente a única genela foradoras que eu deixei foi a do meu carro, a noite toda...
... e com o maior temporal que deu, o pobre carrinho tá parecendo um aquário, com livros boiando, jaqueta jeans pingando, três pares de sandalinhas Rider desmilinguidas, lancheiras de menino com resto de sanduíche desmanchando.
É o saldo da minha incrível vida de bruxa sexy do século 21...
sexta-feira, março 11, 2005
meu coração... bate feliz...
Iu-hú. Assim vou acabar me vingando de todos os mártires do sanatoriamente correto!!!
E fico com o Pessoa: ... Ama, bebe e cala. O mais é nada.
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"Café pode evitar doenças do coração
Luanda Nera, Colaboração para a Folha
"De vilão passou a mocinho. O café vai começar a surpreender", anuncia a nutricionista Rosana Perim Costa, do Hospital do Coração, em São Paulo. Ela está entre os diversos profissionais da área médica que vêm se dedicando a pesquisar os efeitos de uma das bebidas mais populares do mundo na saúde dos consumidores. Com o objetivo de derrubar premissas antigas que já se tornaram mitos, os estudos estão conseguindo provar que o consumo regular e moderado de café pode trazer benefícios.
A presença de substâncias antioxidantes no café, como a cafeína e os polifenóis, evita a formação de radicais livres e, conseqüentemente, o desenvolvimento de doenças coronarianas. Além disso, a cafeína age como estimulante, acelerando o metabolismo e ajudando na queima de calorias. Essas são algumas das conclusões apresentadas por Rosana Costa na dissertação de mestrado defendida na Unifesp. Ela acompanhou, por 18 semanas, 60 pacientes com índices elevados de colesterol e concluiu que a forma como o brasileiro costuma preparar o café -em coador de pano ou em filtro de papel- impede a passagem das gorduras dos grãos. "No café expresso ou no tipo árabe, em que o pó não passa por nenhuma filtragem, há uma pequena passagem de gordura. Mas não são índices significativos", explica a nutricionista.
café sem culpa
Especialista no assunto há mais de 20 anos, o médico Darcy Lima é um dos protagonistas da campanha pelo consumo de café sem culpa. Professor do Instituto de Neurologia da UFRJ, ele fez suas primeiras pesquisas com mais de 100 mil estudantes, em 1989, que mostraram que os jovens que tomavam café diariamente apresentavam menor incidência de depressão, tabagismo, alcoolismo e dependência química.
Alguns anos depois, Lima criou o Institute for Coffee Studies, na Universidade Vanderbit, nos Estados Unidos. E hoje se prepara para inaugurar, ainda no primeiro semestre deste ano, a unidade Café e Coração, no Instituto do Coração, em São Paulo. "Há um grande preconceito contra a bebida. Já conseguimos provar que o café previne câncer de cólon e de fígado, mal de Parkinson e diabetes, além de tratar a enxaqueca. Isso sem falar que estimula a memória e a concentração, melhorando a atividade intelectual em adultos e crianças", diz. O médico neurologista explica que as propriedades terapêuticas do café estão na sua própria composição, depois de torrado e moído, que vai além da substância que deu origem ao nome do grão: "A quantidade de cafeína varia entre 1% e 1,5%. O restante são sais minerais, ácidos clorogênicos e quinídeos e niacina (vitamina B3), além de centenas de óleos voláteis responsáveis pelo aroma e pelo sabor, característicos de cada região produtora".
Mas o médico avisa que o café é bebida diurna e que o consumo diário não deve ultrapassar cinco xícaras pequenas. A exceção são as pessoas que sofrem de insônia, gastrite ou úlcera. Nesses casos, um médico deve ser consultado. Fazer do consumo de café um hábito saudável não é o único movimento a favor da bebida. A diversidade de grãos e de processos de torra e moagem sofisticou a prática do tão popular cafezinho. A demanda por profissionais especializados no assunto -os baristas- cresce significativamente, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café). A entidade iniciou um trabalho para qualificar o grão e o pó vendidos no mercado brasileiro. Quase 500 marcas serão testadas e receberão um selo de qualidade. "Em breve, o café será tão glamouroso quanto o vinho. O consumidor poderá saber, por exemplo, qual é o mais indicado para cada tipo de comida", prevê a nutricionista da Abic, Mônica Pinto. "
segunda-feira, março 07, 2005
à saúde das mulheres
É o tipo de pesquisa que eu gosto, pois me autoriza a concluir cientificamente que:
Como eu tenho muitas e queridas amigas, logo...
POSSO FUMAR, BEBER E SER SEDENTÁRIA À VONTADE!!!
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"Um estudo publicado pela Universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se, que as amigas contribuem, para o fortalecimento da identidade e para projetar nosso futuro. Constituem um remanso diante de um mundo real, cheio da tempestades e obstáculos. As amigas,ajudam-nos a preencher os vazios emocionais, de nossas relações com os homens e ajudam-nos a recordar, quem nós somos, realmente. Após 50 anos de investigações, identificou-se ,que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro, que ajudam a criar e manter laços de amizade, entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, surpreenderam-se com os resultados, destes estudos. Quando o hormônio oxitocina é liberado, como parte da reação das mulheres frente ao stress, elas sentem a necessidade, de proteger seus filhos e de agruparem-se, com outras mulheres. Quando isso acontece, produz-se uma ainda maior quantidade de oxitocina, que reduz o stress mais agudo e provoca, um efeito calmante. Estas reações, não aparecem entre os membros do sexo masculino, porque a testosterona, que os homens produzem em altas quantidades, tende neutralizar os efeitos da oxitocina, enquanto os estrógenos femininos, aumentam a produção do hormônio oxitocina. Após repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais, existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais,contribuem para a redução dos riscos de doenças ligadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta, pode ser uma das razões, por que as mulheres geralmente vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações de amizade, com outras mulheres não mostram, os mesmo resultados em sua saúde. Assim, ter amigas nos ajuda, não somente a viver mais, como também a viver melhor. O estudo sobre sa> úde, realizado pela faculdade de medicina de Harvard indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior probabilidade ela terá de chegar à velhice, sem problemas físicos, levando uma vida plena e saudável. Não contar com amigas próxima pode ser tão prejudicial para a saúde, quanto a obesidade, o tabagismo ou o sedentarismo. Neste mesmo estudo, foi observado também, como as mulheres superam um momento crítico, como a morte do cônjuge e percebeu-se que as mulheres que podiam confiar em suas amigas, reagiram sem doenças graves e recuperaram-se em um lapso de tempo menor ,do que aquelas que não tinham, em quem confiar. O estudo concluiu, que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte recíproca de força, bem-estar,alegria saúde!!!!!!!! "
sexta-feira, março 04, 2005
enfim uma semana sem nenhum caráter
- Na segunda-feira fui fazer escova no cabelereiro (não é demais lembrar, é fato inédito).
- Na terça-feira fiz um frango ao alecrim e caldo de galinha com bouquet garni, com receita.
- Na quarta-feira fiz um calendário para organizar a semana dos meninos com código de cores e etiquetas ilustradas (educação física; música; tae-kwon-do; etc).
- Na quinta fiz bolo de cenoura e pizza, enquanto isso bati papo com a Flavia a tarde toda.
- Hoje fiz um roteiro organizadíssimo para a nova empregada (claro que aí deu tudo errado e não vai ter nova nenhuma, fica a antiga; mas fica todo dia, pode ser bom).
Sendo que ainda fui trabalhar.
Então fiquei pensando sobre essa coisa de "trabalhar". A gente diz que "vai trabalhar" em geral para dizer que vai para o trabalho. Mas faz uma diferença... Essa semana "fui trabalhar" quase todo dia , mas não trabalhei de verdade. Fiquei no trabalho, simplesmente. Mas consegui organizar algumas coisas, deixar a agenda e a cabeça mais em dia, o que é importante. Numa observação "externa", talvez, eu fiz mais coisas nestes dias que antes, pois respondi os emails a tempo, fui ao banco, etc etc. Enfim, tudo mais equilibradinho.
E noves fora, acho que foi legal para os meninos, que estavam reclamando da minha ausência.
Mas no fundo... não sei... pode ser falta de costume, mas eu acabo funcionando mesmo é nos surtos. Delírios absolutos, aí sai alguma coisa. Então na calmaria, fico meio que esperando o próximo surto, de ficar absorvida em um Trabalho com letra maiúscula.
Ansiosos do mundo... uni-vos. Antes que seja tarde !!!!
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
é tudo uma loucura
Que loucura de mês.
De um lado o Grande Ciclo Comemorativo de Aniversários Aquarianos.
De outro lado o Mês Intensivo de Codificação do CTB. Com direito a alemão passando mal com feijoada, visita traumatizante ao centro de São Paulo, fábrica de chapéus do Indiana Jones.
No balanço deu tudo certo. O mais engraçado foi no sábado, trouxe os dois coleguinhas para a festa de aniversário do sogrão... Sancho Pança e D. Quixote, foi a piada do Seu Tomás. O pior é que de tudo o que eu programei, a única coisa que parece que o coleguinha gostou foi de vir aqui em casa, de improviso, num almoço de família barulhento, "que venga la pasta", a casa uma bagunça. Gozado a vida.
Agora é fechar um pouco pra balanço e digerir as informações do mês, e fazer os progressos se materializarem.
Mas hoje vou tirar um "dia sabático"... Comecei indo no cabelereiro, plena segunda de manhã. Agora vou ficar aqui um pouquinho de bobeira, e depois tenho umas decisões domésticas cruciais a fazer. Amanhã recomeço a pauleira.
cenas da minha vida
:: cenas ::
dá-lhe Pedroca!
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
querida Gigi
Bem... sobre qual deles... certamente não o nosso velho amigo. Aquilo é um doce de pessoa, um gentleman, um anjo. Bom, na verdade dá um remorso ficar falando disso (=dias de fúria) mas tem horas que eu não aguento.
E depois fala a verdade: o Antonio da Costa não é demais? Que jeito mais lindo de dizer: essa gente é um pé no saco.
Quanto ao witchcraft corpus... mmm... vamos lembrar logo do começo:
"o castigo pa. os maoes
he liCito E eu o aprouo..."
Tchüs
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
romba de juízo
Antonio da Costa
Viena de Áustria, 24 de Dezembro de 1774".
!!!
terça-feira, fevereiro 22, 2005
dias de fúria
Correria por causa dos pesquisadores visitantes, tanto pelo workshop como por todo aquele "entorno" social.
O que tem me enfurecido é a falta de capacidade das pessoas se adaptarem culturalmente.... As regras sutis são uma dificuldade. Se o cara vai pro Japão, aposto como ele não vai entrar na casa de alguém sem tirar o sapato. Mas coisas como "faça algum comentário agradável sobre os lugares que alguém te leva para visitar" - isso já fica mais difícil de os caras pegarem. Mas é uma regra de civilidade como qualquer outra.
Eu me irrito profundamente. Não é porque eu quero ouvir coisinhas bonitinhas, que a avenida Paulista é linda... o irritante é ver a falta de empenho do cara em se mostrar minimamente adaptado às regras básicas da cultura. É uma prepotência do caramba.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
mas você quer ver o meu blog?!
Já tive um blog cabeça, cabecíssima (o finado Revista Virtuosa, tente o link ao lado e não vai conseguir), mas cansei. Cansei, cansei, porque estou cada vez com mais preguiça de tudo.
Uma outra amiga me disse, depois de terminar a tese dela, que tava cansada de ter que colocar uma nota de rodapé depois de cada frase, que parecia que ela tinha chumbo nos pés; pra dar cada passo tinha que se justificar.... acho que é isso. Outro dia de fato sonhei que falava uma coisa pra uma pessoa, e abria uma nota de rodapé - fisicamente, aparecia um espaço embaixo de mim para esclarecer o conceito e dar as fontes. Foi horrível, acordei suando.
Então, talvez por isso, abandonei o blog cabeça.
Antes dele tinha um blog feminista, o também finado LugarDeMulher. Nele eu ficava comentando da vida, dos filhos e do marido, essas coisas, junto com outras Mulheres Perplexas. Aí também parei, não porque não tenha mais nada o que reclamar, mas porque vi que não adianta.
E mais antes ainda, eu tinha o blog Papinhos, onde eu postava as gracinhas que os meus filhos falavam, e parei, porque não dava mais conta de registrar (eu registrava com árvore, acredite).
Mais tarde também fiz o blog Tou Parando de Fumar, e esse acabou como você pode imaginar, não porque parei de fumar, mas porque parei de parar.
Então aqui só tem mesmo é cotidiano, aquela coisa Náusea, aquela coisa mesmo. Passa o tempo e eu vou ficando o mais preguiça possível, já falei num post anterior, tantas vezes reles.
Claro que, enfim, porque alguém ia ler a banalidade dos outros???
Não sei, mas eu adoro ler os cotidianos; por exemplo adorei sua vida de índio.
Porque tou te contando tudo isso, nem sei - ah, porque você pediu pra ler o meu blog e comentar, e aí eu pensei mas quê, não tem nada de interessante. Mas também, não é justo eu ver a sua Vida de Índio e você não ver os meus P.S.
Bom... agora você já está avisada, que eu posso fazer. Então pelo menos vou te dedicar esse poema da Adélia Prado:
"Inauguro linhagens, fundo reinos -
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já minha vontade de alegria ,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição para homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou".
E não me peça a referência pelo amor de deus.
(Bom, uma coisa temos em comum: escolhemos o mesmo Template...)
Um beijo...
domingo, fevereiro 13, 2005
muitos anos de vida
Como passou! Como cresceu, como sabe de coisas, como é lindo, como é feliz, como dá risadas gostosas, como sabe abraçar a gente nas horas certas, como me intriga, como apaixona... menino querido.
E hoje especialmente alegre, com sua festa longa. Ou seja, festividades de príncipe, ou as 24 horas de Le Mans como disse o Marcelo. Vieram quatro amigos dormir ontem... tudo começou portanto com um jantar de gala (= macarrão bolonhesa), um DVD " de adultos" (Velocidade Máxima), depois pijamas, guerra de travesseiros, muito tempo de bagunça antes de dormir. De manhã, café caprichado, pela lista:
"sonhinhos, pão, recheios básicos".
Depois... valhamedeusnossosenhor... fomos todos pra pista de Skate. Curtiram demais, aprenderam, suaram, cairam, se ralaram, acho que adoraram.
Parabéns pra ele.. que idade gostosa, que diversão, descobertas, também frusrações, enfim, a vida. Vai ser gauche na vida. Vai? Gauche é nóis...
terça-feira, fevereiro 01, 2005
tantas vezes reles
Quando é que eles param? Quando é que batem um papinho, tomam cerveja, lavam a roupa, consertam a lâmpada do corredor, jogam conversa fora com a amiga no telefone, olham o filho fingir que é um helicóptero, assistem besteira na TV, dão beijo na boca do marido/mulher/qualquer coisa, quando é que ficam lendo uma poesia, ouvindo uma música, não tem romance policial na casa deles? Não tem caderno Mais de domingo? Esse povo não tem vizinha que vem pedir um açúcar e fica pro café, não tem mãe, pai, cunhada, sobrinha, não tem que ir no banco, no médico? Não escreve blog?
Será que eu sou inútil ou o povo tá delirando de útil?
Sempre fico com essa dúvida... tantas vezes vil... mas não dá tempo de pensar muito, tenho que ir tomar uma cervejinha e namorar...
segunda-feira, janeiro 31, 2005
férias chuvosas gostosas
Enfim, tou aqui na Uni, pensando neles lá em casa; e dá saudade, mas eu fico feliz porque sei que eles tão aprontando alguma contentes. Que queridinhos...
quinta-feira, janeiro 27, 2005
e roda o mundo,
segunda-feira, outubro 04, 2004
banalidades IV
Então estou agora aqui fazendo mil configurações em vez de trabalhar.
No fim de semana fomos a SP, para o aniversário da mamãe e para votar. Uma chuva, mas ficamos quietinhos no ap.
Hoje à noite sem falta volto à revisão da tese!!!
sexta-feira, outubro 01, 2004
A perna do Pedro
Pedro quebrou a perna no domingo de manhã... coitadinho. Desde então, de molho. Depois dos primeiros dias, com bastante dor, e o gesso provisório enorme, agora está mais confortável, com gesso mais leve, e humor muito bom.
Aliás, ele está enfrentando a situação com muito astral (depois de ter chorado muito no começo porque vai perder as olimpíadas da escola, e mais um milhão de coisas). Faz a gente pensar... uma quedinha muito tonta de um balanço, dá nisso. Mas apesar de grande a fratura não deslocou o osso do lugar; e serão apenas algumas semanas imobilizado.
Mas incrível o bom homor dele.
(e eu aproveitei e dei um mau jeito enorme nas costas. eita)
segunda-feira, setembro 20, 2004
banalidades III
Mas agora tou com paranóia conspirativa, brr
sábado, setembro 18, 2004
Com tudo isso consegui ter um fim de tarde ótimo tomando umas cervejas com a Flavia lá em casa (até bem tarde, na verdade).
Hoje também já fiz um faxinão na sala, então... tudo feliz.
sexta-feira, setembro 17, 2004
banalidades I
(voltei porque percebi que já ia esquecendo de contar as coisas legais)
quinta-feira, setembro 16, 2004
recomeço repensado
Sempre no fundo parece que a gente está escrevendo "para alguém", e que está fingindo que não está, e fica um sabor de algo falso. Mas hoje relendo, então, vi que não é nada disso: a gente escreve para a gente mesmo, mas para a gente depois. Ou seja, claro que se eu escrevo, é para alguém - senão, pensaria apenas, não precisaria registrar por escrito. Mas o alguém sou eu mesmo, quando passam dois anos e eu já não me lembro mais que um dia caiu o primeiro dente do menino. É que a gente tem essa ilusão de permanência, de que isso que a gente está vivendo agora vai permanecer com a gente o tempo todo... Não, depois passa, Eu não é mais Eu, e fica importante ter registros, pra ajudar a lembrar da vida do Eu de antes.
E sobre os registros desses dois anos atrás tive um sentimento de arrependimento, por não ter escrito mais, por ter me limitado a escrever (parece) nos dias de desabafo. É um tanto de estou cansada, está difícil, e tal. Os melhores posts são os dos dentes do Pedro, o do happy hour que nem lembrava mais qual foi... Se não fosse o sentimento do ridículo (alimentado pela ilusão da permanância) eu teria registrado os detalhezinhos bobos da época, e hoje seria gostoso lembrar. Então me convenci que vale a pena registrar por escrito mesmo, ou seja passar para o "papel" aqueles pensamentos do dia, aquelas memórias do imediato, as passagens dos cotidianos, para eu mesma (que não vou ser mesma) ler e lembrar/saber depois.
sexta-feira, outubro 04, 2002
quarta-feira, agosto 28, 2002
segunda-feira, agosto 26, 2002
Por outro lado, a mesma urgência da vida me diz: só vale a pena se a alma não é pequena; é ridícula a preocupação calculista em um trabalho como esse... Só vale a pena se é para fazer uma coisa legal de verdade; o medo e o cálculo vem de quem dá a esse trabalho uma dimensão muito inflada.
O que me importa e me é central é aqui a minha vida, as pessoas que eu amo, meus desejos; o resto é aventura, o resto só vale se for para transcender. Se não, fico por aqui. Que é pequeno demais fazer isso tão grande.
Não sei se faço sentido; também, estou com uma puta dor de dente.
sábado, agosto 24, 2002
Agora eu também com este dente doendeo e uma cara bochechuda horrorosa, feíssima e ridiculíssima. Fico só feliz qaue tenho que ficar em casa mesmo; medonha.
A semana que entra será meio hard; Maria de férias, Tomás provavelmente ainda de molho, espero que se recuperando. Preciso achar tempinho para:
1. Atualizar o Database na página do Ime
2. Atualizar Jatobá
3. Ver a coisa do trabalho do Jairo
Quáquáquá.
quarta-feira, agosto 21, 2002
acabadas as duas semanas de TK por aqui, uma loucura. Ainda não saberia fazer um balanço da coisa toda. Agora, em casa desde segunda, com Tomás com uma febre de 39 graus direto e reto. Agora está dormindo bastante, vai melhorar.
Por aqui, papai, e mami que me deu uma força do cacets nessas semanas. Mas tou sem tempo nem de parar pra respirar.
uhahahaha.
terça-feira, agosto 13, 2002
tem sido corrido, sem tempo para parar e pensar (faz falta). mas muito produtivas estas semanas intensivas do projeto.
hoje tenho que:
1. ver a burocracia da PED
2. fazer o lattes
3. terminar de organizar o arquivo ALL, juntando os autores novos.
se der tempo:
4. ver a reserva técnica
5. cortar o cabelo
- cafezinho com a Rosana no fim da tarde.
sábado, julho 27, 2002
quarta-feira, julho 24, 2002
24, quarta:
manhã: já foi
tarde: cinema da garotada
noite: terminar SE sujeitos, próclises; incluir novo, Couto.
falta os arquivos Lobo, Sousa, e tal
25, quinta
vem Sílvia
Pedro: Bibi
manhã, tarde: com a Silvia:
mostrar os sujeitos;
terminar V1 e [conj];
alterar tabela/gráfico. (uma lê, outra altera)
Ontem mais um daqueles dias de meninada em casa. Fico como se tivesse passado uma manada de búfalos bem em cima da minha cabeça. Mas eles ficam tão felizes... pois é.
Hoje vou com a Cláudia levá-los ao cinema! "Só por Deus", como ela diz.
Enquanto isso, a cabeça fervilhando com as milhões de pendências.
Até a semana que vem preciso, absolutamente preciso terminar a database ao menos em coisas básicas; = ter todos os arquivos já prontos no ar. E terminar de separar os SE e fazer a nova tabela. AHHH.
quinta-feira, julho 18, 2002
plano de trabalho
19 julho - 30 de julho
tarefas
1. selecionar dados de sujeito
2. fazer o trabalho de qualificacao (dados)
3. terminar a organizacao da database
4. terminar o trabalho do Jairo (sintaxe)
5. corrigir Pina Manique
plano
semana 1
selecionar dados e terminar database
- selecionar um autor por dia
- falar urgente com silvia sobre separacao dos SE
semana 2
fazer o trabalho de qualificacao
isso significa que so sera possivel comecar o P. Manique em agosto
faz tempo, mas estive liberta da rede. agora cai de volta, forca total, mas sem acentos.
viagem 10, apesar da adrenalina demais. tou pensando em fazer um site de viagens nossas... no proximo tempinho livre.
desde a chegada consegui fazer a versao preliminar do trabalho do jairo, e configurei o laptop novo. LINDO.
trilha sonora da semana, Baile Perfumado.
Voltamos de Minas no fim de semana. A viagem foi boa, aquela adrenalina. Estou pensando em fazer um site das viagens, pensei num nome muito bom.
Agora, de volta ao mundo... Estes dias ate que estao calmos, os meninos brincando por aqui (minha mae veio), eu consegui fazer a preliminar do trabalho do Jairo. Preciso agora organizar o resto das "ferias" .
Mas esta tudo num clima muito gostoso por aqui.
Fora a Mecha, que ao voltarmos nao estava...
sábado, julho 06, 2002
sexta-feira, julho 05, 2002
:)
comemos panquequinhas pela manhã, e agora vamos todos almoçar juntos.
coisas amelhorando.
ontem à noite, estava ainda surtada. A reunião, com entrega do Couto e o problema da ferramenta foi demais pra mim; e acabou só às seis.
Agora, parece até que vou conseguir deixar tudo pronto pra viajar. Fiz bkp do laptop pra Cris; o outro, só mesmo na volta. Ainda hoje:
- comprar presente pro Má, e almoço à 1h
- supermercado: produtos de limpeza, ração.
- depilação às 3:30
- depois, deixar laptop pra Cris
- lanche pro Má com bolo da Elisa às 6h
- deixar lista pra Chico e Maria
- email pra Charlotte com coordenadas da máquina
- Flavio...
- acabar as malas
AHHH.
quinta-feira, julho 04, 2002
AHHHH.
Dormi cedíssimo, e hoje passei a manhã no Couto... E TERMINEI. UEEEEBA. Que alívio. Vou daque a pouco na Uni, checo e gravo lá.
Acabei combinando de receber a máquina amanhã - isso tb tava me estressando enormemente. Espero q dê certo. Vou lá a tarde, e lá a deixo...
Hoje ainda, ver se compro presente do Má. Café com a Flavia às 3, pra aliviar.
Tou nesta folga, porque o Tomás tá tomando um banho há meia hora... agora me chama...
quarta-feira, julho 03, 2002
combinei de virem os amiguinhos amanhã - hoje - à tarde. por isso, melhor mesmo acabar o texto hoje. preciso ainda resolver a coisa do pagto do carro; podia aproveitar tb e fazer as malas da viagem enqto os meninos estiverem aqui.
pela manhã, tenho que ver a coisa do computador! tou tonta.
terça-feira, julho 02, 2002
Amanhã, não esquecer:
pegar cheque; ligar e combinar o depósito;
pagar carro;
comprar Sulphur/Nux vomica
Pedro vai no Bibi à tarde.
E na médica, hoje: tudo certo. Mil exames de checkup... tou ficando velha.
segunda-feira, julho 01, 2002
Semana que vem, viajamos; até lá tenho que TERMINAR O COUTO. Há. Para hoje:
1. trabalhar no Couto pela manhã
2. banco (pagar carro; cheques mamãe)
3. médica, às 15:30
4. trabalhar no Couto à noite
Entrementes: almoços, banhos, etc etc. brrrr.
sábado, junho 29, 2002
sexta-feira, junho 28, 2002
Fora isso tudo: estou feliz de ter inscrito na Abralin; graças à Silvia, claro, que eu não ia ter saco pra isso sozinha. Mas se der certo, vai ser ótimo.
outra coisa boa é que a Charlotte deu sinal verde pra eu comprar a máquina nova... aliás, vou já escrever pra ela com os detalhes. Uêba.
Hoje, não parei um segundo sequer até este minuto, entre: reunião na Es e no jatobá; crianças - almoço, dormidinha [rapidinho fazer os resumos das duas comunicações] ; banho neles, levar no médico; voltamos. chazinho (enfermaria generalizada); brincam; ponho na cama - corro para cima fazer o resumo do paper conjunto. AHHH. Não parei.
Espero que a homeopatia que ela deu melhore o Tomás, porque tá impossível
liga a Sílvia, já volto.
quarta-feira, junho 26, 2002
terça-feira, junho 25, 2002
segunda-feira, junho 24, 2002
Fiz mais Couto hoje; progressos. Adoro este texto. Queria trabalhar mais nele agora à noite, mas é impossível ficar olhando praquela telinha do emacs tantas horas (já fiquei a manhã toda e a tarde toda). Mas calculo que se ficar neste pique todos os dias, termino até o começo da semana que vem. Mmm, esqueci que vem o papai na quarta... vamos ver.
andei pensando nos dados; na verdade já tenho muito nas mãos pra começar: os dados de SVcl E os de qualquer XVcl e XclV, para ver a posição do sujeito; + VclS, tenho todas as posições de sujeito nas sentenças com clíticos. Já é alguma coisa... Preciso falar com a Charlotte amanhã de marcar a qualificação, era o mais importante e esqueci!
Agora vou ver se faço um resuminho pra começar o trabalho do Jairo + panels do workshop do projeto. Se bem que não sei; o certo seria começar pelos dados. mas um resuminho da ópera bem bonitinho me alegraria mais agora... louca.
domingo, junho 23, 2002
ontem, festa junina no Jatobá - tudo bem. hoje tem aqui na elisa, festa do jardim da hilde; agora a pouco estava sonhando que ia ao jardim com o 'tomás, uma aflição. mil coisas no meu subconsciente: que ele não tinha uma determinada tabuinha; como as crianças ficavam qietinhas o tempo todo; como os adultos cochichavam e estavam sempre nervosos com o que fazer agora; eu naquela aflição. até acordei às sete horas, pleno domingo. isso tudo está tão fundo na minha cabeça, mal resolvido, não tratado... vamos ver como me sinto na festa hoje.
andei arrumando a minha página mcps; fiquei feliz, tudo arrumadinho. quer dizer; falta detalhes. quero arrumar tudo bem legal; em agosto, (14-16), workshop final do projeto, vai ter apresentação de posters; pensei em fazer da página os posters - poupando tempo. vou fazendo isso aos poucos. Pex, imprimir a pg, desde o índice, etc.
agora tenho que me ligar no seguinte:
TRABALHO DO JAIRO: até 15 de julho
QUALIFICAÇÃO EM LH: marcar e preparar (Tony)
- juntando estes dois, o que preciso é dos dados de V1.
acorda Tomás...
quinta-feira, junho 20, 2002
estou feliz com a ped no semestre que vem, se der certo. planejei também o seguinte: terminar bem feitinhos os dados; apresentar isto como trabalho "final" do projeto. paralelamente, organizar os dados de sujeito (falar com ricardo!), que servirão para trabalho do jairo e principalmente, qualificação em L histórica (marcar), com Tony. Aí, ver que samba dá. conforme a reação na qualificação, este pode ser o caminho. em novembro, apresentar como relatorio à Fapesp este trabalho de dados.
agora neste instante: envio "base"; manzano.m; checo e-mail (tb jatobá); resumo Rosana
Hoje, crianças todas em casa... acordamos tarde. tb está o chiquinho... a ver, como consigo fazer as coisas:
- tudo da lista de ontem (manzano.m arrumada, apenas enviar)
- mais: encontro com Postma e Silvia às 14h (mostrar corpus)
- comprar roupa de cama p pedro
- comprar água
ontem conversando c a flavia, nos volta a idéia do corpus de línguas brasileiras. combinamos de deixar a coisa germinando até ela voltar do campo e eu acabar o temático; então veremos, a idéia me dá grande ânimo.
quarta-feira, junho 19, 2002
fiquei alguns dias sem checar email, e o caos tomou conta da minha existência. estou sentada há uma hora só respondendo coisas, e só as relevantes... HELP.
HOJE: terminar currículo; entregar formulário PED+currículo+histórico, na pós.
para isto, chegar no mínimo às 11h.
desmarcar almoço com claudioa e rosana - ligar
resumo ROSANA
aula às 14h.
CHARLOTTE: ASSINAR CHEQUES!!!!
a fazer:
- database: enviar " base" com códigos
- ensinar as meninas como achar o notepad
- arrumar manzano.m
- atualizar jatobá
Tomás chora. HELP.
- COUTO
terça-feira, junho 18, 2002
nem sei bem porque acordei a esta hora; vou dar aula às oito, está preparada... sim, fazer o formulário da PED. Depois da aula, ver isto, e reserva técnica/computador/dados, c/ Ch.
hoje também: banco: pg imposto mamãe; cheque NCaixa>Itaú; cheque BB
revisar o resumo da Rosana
frutaria
lençóis do pedro (chegou beliche!!!)
sexta-feira, junho 14, 2002
confirmado o encontro com a Charlotte na segunda às 14. lembrar do PED, amanhã ou depois, fazer formulário. bom, soninho.
amanhã vem o cachorrinho novo. gatinha, gatona no cio, cachorrinho... tranquilidade doméstica... melhor da semana foi: sabe qual é o cúmulo da zebra? dançar o último tango em Paris.
quá quá, good night.
agora resta selecionar exemplos (pior parte; olha a hora q eu acordei pra isso).
ontem foi uma tarde gostosa, Marcelo ficou em casa, Tomás tb; Pedro veio almoçar e depois foi no Bibi. E dormimos todos cedinho.
hoje Pedro passa o dia no bibi de novo... preciso lembrar de pedir p mamãe pegar o Tomás. O workshop vai até 18:30... depois festa - quá-quá.
quinta-feira, junho 13, 2002
deixar as pgs em construção como estão, simplesmente não mostrando no datashow.
os dados já feitos servem bem para exemplificar
o mais importante é selecionar exemplos de dúvidas metodológicas (suj-oração, etc) e de decisões importantes (advs, tópicos - quais no sujeito, quais no " outros"; focos no sujeito)
não esquecer de falar do trabalho da Lucianne com peso fonológico
já que será datashow, preparar com slides do powerpoint (e e imprimir por segurança).
aí abro duas janelas, e vou mostrando.
Mas foi mais um dia seguido de voltar tarde, fica cansativo, principalmente para os meninos. Depois de jantar, já era hora de tomar banho e dormir, e o Pedro dizia: mas eu nem cheguei!! nem fiquei em casa!! tadinho.
A noite comemoramos o dia dos namorados com champanhe, chiquérrimo, e um papo ótimo, enfim, foi tudo legal.
Hoje, não sei... me pede o Marcelo que eu leve o Pedro (ele viu o jogo de madrugada), que preguiça, porque logo tenho que ir buscar... aquela história. à tarde pretendo ficar com os dois em casa.
mas preciso prepara o workshop de terça; então vamos ver.
marquei com a Charlotte na segunda às 14.
Mecha sumida ainda... saudade dela.
terça-feira, junho 11, 2002
mas que coisa é esta da energia? fico achando que eu tenho um nível mais baixo de energia que os outros. aí me vem: como as pessoas conseguem; enfim, nunca sei se eu faço demais, ou se sou mole demais. o fato é, é demais. será que é o tempo que gasto na rede; será o cigarro; o que é, me pergunto, que rouba a energia. é bom quando alguém me diz, como minha mãe agora há pouco, que é porque os meninos exigem e eu dou atenção demais (assim não me sinto tão parva). mas não sei se é isso. aí ela tb disse que é o computador. sinto às vezes como se alguma coisa me sugasse, fisicamente, a energia. também cansei de ficar culpando os outros - as pessoas, as coisas; e també de ficar me culpando. enfim, queria poder pensar nesse lance todo sem o problema da responsabilidade. ver se descubro de fato o que é, onde que pega.
mas tenho que ver esta coisa da falta de coragem de sair, fiquei realmente chateada pela festa de sábado. é chato por mim, e por quem me convida. aos poucos vou vendo que as pessoas ficam sentidas, e é compreensível.
uma solução talvez prática seria tomar umas vitaminas? vou comprar amanhã; não é possível, estou me arrastando.
e tem milhões de coisas pendendo e que não parece qu eu vou conseguir fazer não...
espero amanhã conseguir terminar bem e apresentar uma coisa direita.
o que é a base de dados: como foi feita; a quem se dirige (tipos de pesquisa); linhas futuras
problemas metodológicos na formação de uma base de dados de variação diacrônica.
as pesquisas atualmente em curso com base nela
URGENTE lembrar de resolver o PED antes da Charlotte viajar. (dar o formulário para ela)
e tb que ela assine um cheque da reserva técnica, p causa do computador (ver tudo isto. na quinta?).
confirmar c Silvia o datashow para o wokshop. senão, tem que fazer transparências.
na volta, tenho que preparar as coisas para hoje à tarde:
- resolver os títulos grandes
- fazer uma experiência com o template
- acabar os demais dados? (n. sei se fundamental). A ver.
bem, claro que ontem a noite n. fiz o Couto.
o que me lembra: ainda hoje, atualizar a página do Marcelo (e talvez, mandar o email p/ a pessoa? - ligar p/ ele).
a reunião é às 13:30...
segunda-feira, junho 10, 2002
tem três coisas para preparar:
hoje, preparar seminário da quarta.
só amanhã de manhã, preparar a apresentação dos dados. talvez acordar bem cedo.
na quarta de manhã, imprimir e xerocar o handout.
na quinta, preparar a apresentação do workshop; usar algum feedback da terça.
vai ter que dar tempo!




